Blue Eyes

Tuesday, September 12, 2006

PROJETO DE APRENDIZAGEM X PROJETO DE PESQUISA

Hoje estive lendo o texto solicitado Diferenças e Similaridades entre Projetos de Pesquisa e de Aprendizagem. Confesso que fiquei confusa ao término da leitura. Precisei relê-lo para que conseguisse chegar a uma conclusão e espero que estas não tenham sido equivocadas. Vamos a elas:
No Projeto de Aprendizagem o aluno aprende a produzir, levantar dúvidas, pesquisar e criar relações que o incentivem a novas buscas e descobertas. O aluno é o autor daquilo que produz por meio de questões de investigação que permitem que ele contextualize conceitos já conhecidos, descubra e incorpore outros à medida que desenvolve seu trabalho. No Projeto de Aprendizagem é importante a mediação do professor, pois, além do aluno se reconhecer como autor no Projeto ele também necessita sentir a presença do professor, seja através de seus questionamentos, orientações, intervenções.
Apesar de o Projeto de Pesquisa ter inúmeras semelhanças com o Projeto de Aprendizagem há que se destacar que o mesmo tem um enfoque científico e acadêmico. O professor dita as regras, dá as orientações para os alunos para o levantamento de problemáticas relacionadas à sua realidade cujas questões e temáticas partem do conhecimento que ele traz e buscam desenvolver investigações para construir um conhecimento científico que os ajude a compreender o mundo em vive e a conviver criticamente na sociedade. O aluno tem, nesse processo, o papel de pesquisador.
Espero que tenha conseguido me fazer entender!

Tuesday, September 05, 2006

Certezas Provisórias X Dúvidas Temporárias X Certezas Absolutas

Ao rever nosso projeto de Aprendizagem “Pirilampo” na Wiki, percebi que desde que iniciei a Especialização as expressões Certezas Provisórias e Dúvidas Temporárias se tornaram uma constante em meu dia-a-dia. E não estou me referindo ao projeto em si, estou me referindo ao que estou sentindo desde o início do curso. Chega a ser interessante pois nunca (apesar da palavra nunca parecer um tempo muito longo) tinha refletido sobre essas duas expressões e o que elas significam. E com essa reflexão cheguei às seguintes conclusões em relação ao curso:

Certezas Provisórias (Esperava que fosse, mas nem sempre se concretiza)
· Esperava, ou melhor, tinha certeza que esse curso superaria todas as minhas expectativas, pois sempre estive aberta a pesquisar e aprender coisas novas;
· Acho que essa dificuldade aconteceu por falta de embasamento teórico, acompanhamento;

Dúvidas Temporárias (Reflito, procuro respostas e não chego a nenhuma conclusão)
· Qual a causa da desmotivação que estou sentindo?
· Será que somente eu estou enfrentando dificuldades?
· Até que ponto essa avalanche de informações que estou recebendo está sendo por mim assimilada?
· A grande quantidade de atividades não influenciarão na qualidade dos trabalhos?
· Onde está o erro?
· Será que esse erro existe?

Certezas Absolutas (O que é realmente)
· Nunca participei de um curso que me fizesse refletir tanto quanto esse;
· Sinto-me, na maior parte do tempo, "perdida";
· Muito assunto e discussão ao mesmo tempo gera conflito, insegurança, insatisfação...;
· O curso está exigindo muito mais que 10 horas semanais dos cursistas;
· Não estamos interagindo com profundidade nos conceitos pois não estamos conseguindo fazer leituras mais consistentes para isso.

Sunday, September 03, 2006

É ENRIQUECEDOR PARTILHAR....


Como já disse, durante esses dias tenho lido bastante e acho que aqui é o espaço ideal para partilhar minhas leituras, entre elas o poema MAQUINOMEM de Helena Kolody. Helena é autora, entre outras coisas, de hai-kais lindíssimos, como estes:
“No poema e nas nuvens/ cada qual descobre/ o que deseja ver”; e “Tudo o tempo leva/ a própria vida não dura./ Com sabedoria,/ colhe a alegria de agora/ para saudade futura”.

MAQUINOMEM (Helena Kolody)

O homem esposou a máquina
e gerou um híbrido estranho:
um cronômetro no peito
e um dínamo no crânio.
As hemácias do seu sangue
são redondos algarismos.
Crescem cactos estatísticos
em seus abstratos jardins.
Exato planejamento
a vida do maquinomem.
Trepidam as engrenagens
no esforço das realizações.
Em seu ínfimo ignorado,
há uma estranha prisioneira,
cujos gritos estremece
a metálica estrutura.
E há reflexos planejantes
de uma luz imponderável,
que perturbam a frieza
do blindado maquinomem.
Esse poema de Helena Kolody tem tudo a ver com a ideologia do neoliberalismo, que esparrama pelo mundo globalizado a chamada “razão instrumental” em detrimento da “razão crítica”. E um dos efeitos mais deletérios da razão instrumental é esquecer que as tecnologias, a mídia, as descobertas científicas devem ser tomadas como realmente o são, isto é, como “meios” para a promoção do homem e nunca como fins em si mesmas ou, então, como elementos para a opressão e a manutenção de privilégios, como parece estar ocorrendo atualmente na nossa sociedade e no mundo. Nita Freire, em prefácio para um livro de Peter Mclaren, nos dá o seguinte puxão de orelha: a “(...) capacidade criadora (de inventar tecnologias) vem se distorcendo, contraditória e generalizadamente, em atos e ações que negam a eticidade que deveríamos ter dentro de nós para delimitar e reger os comportamentos sociais. A comunicação verdadeira, que amplia contactos e conhecimentos imprescindíveis para o progresso e a equalização dos diferentes povos e segmentos sociais do mundo, está se transformando numa mera extensão, usando categorias freireanas, a serviço da globalização da economia, que vem tomando a todos nós como reféns de alguns poucos ‘donos do mundo’. A ‘era da comunicação’ está sendo, na realidade, a era das fronteiras, dos limites mais marcantes do que nunca da incomunicabilidade humana, do campo do desamor”.
Leia mais em:
Quer saber mais sobre HELENA KOLODY?

ATÉ QUE PONTO?

Sempre gostei de ler, leio tudo que cai em minha mão. Mas estes dias têm sido atípicos para mim, pois tenho me dedicado de forma quase que integral à leitura, seja pelos textos sugeridos, seja pelas postagens nos fóruns, seja pelas pesquisas que tenho realizado. O interessante é que essas leituras têm me feito refletir, e muito. Alguns colegas questionam a viabilidade dos PAs em aulas de 50 minutos. E eu questiono:
- E essa avalanche de informações que estamos recebendo, trocando, em tão curto espaço de tempo, até que ponto está sendo assimilada por nós? Até que pondo isso está sendo produtivo?
Penso que muito assunto e discussão ao mesmo tempo (e como já disse e volto a frisar POUCO TEMPO pode gerar um certo conflito, insegurança, insatisfação.
Seria excelente se pudesse dedicar 2 a 3 horas diárias para esse estudo, mas, infelizmente... minha realidade não é essa. Tenho outras atribuições. Sou cobrada pelo que deixo de fazer. Gostaria de poder participar de todos os ambientes de forma mais eficaz. Gostaria...

Thursday, August 31, 2006

...O Tempo Passa...E Não Espera Ninguém...

Desde o início do curso, tive a oportunidade de estar em contato com algumas ferramentas para mim até então desconhecidas que me auxiliarão no trabalho que desenvolverei na escola com os alunos. Durante esse período tenho lido, feito reflexões, analisado, questionado. Sinto-me, na maioria das vezes, ou melhor, na maior parte do tempo, "perdida". Sei que demorei a me manifestar, a postar atividades, interagir de forma constante nos ambientes... até meu BLOG abandonei. Estou começando a me achar, me sentir um pouco mais "segura". Acho que essa dificuldade aconteceu por falta, talvez, de embasamento teórico, acompanhamento. Fizemos algumas leituras no momento presencial, mas, a meu ver muito poucas, e, em vista disso as reflexões ficaram muito soltas, às vezes sem sentido, e muitas vez angustiadas, como se fossem um grito de socorro. Mas quem deveria ouvir esses gritos? O que aconteceu? O que está realmente acontecendo? Qual a causa de tantas dificuldades? Por que o tempo passa tão rápido e as soluções não aparecem? Será que o problema é comigo? Sou muito lenta? Não sou perseverante? Só sei que para essas perguntas não tenho respostas...ou talvez não ouso respondê-las porque posso me decepcionar comigo mesma. Ou não ouso respondê-las porque posso chegar a outras conclusões e, de repente, perceber que o erro não está somente em mim. Será? Mas como percebem estou retornando...se é que ainda posso...até quanto a isso me sinto insegura. Mas, como disse no início, durante esse tempo “ausente” não fiquei parada, e meu Inventário de Aplicativos Básicos consegui fazer.

Thursday, July 13, 2006

NOSSA VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO!!!!!

Acredito que tudo na vida tem um objetivo, um porque... com o passar do tempo, ou seja, à medida que amadurecemos dificilmente fazemos algo sem refletir, analisar, questionar...Nesses dias estamos tendo a oportunidade de inúmeras reflexões...análises...questionamentos.
Refletir Projeto de Aprendizagem, por exemplo...
Iniciamos com a leitura de quatro textos "Qual é o Problema?", "Construindo Projetos em Ambientes Informatizados", "Características dos Projetos da Aprendizagem" e "Autoria" , os quais considerei muito interessantes e instigantes. Mais interessante ainda foi que, à medida em que se desenrolava a leitura deveríamos destacar de duas a três palavras de cada texto que, para cada um de nós exprimiam o sentido do texto. Essa atividade gerou uma ótima discussão pois cada pessoa (do grupo) teve a oportunidade de defender suas palavras escolhidas e convencer os colegas do próprio grupo de sua importância para o sentido do texto. Com as reflexões do grupo percebi as inúmeras maneiras de se pensar Projeto de Aprendizagem. Partindo das palavras escolhidas por todos os grupos, que foram colocadas em comum deveríamos escolher em torno de oito a dez para posterior produção do Mapa Conceitual. Iniciamos a atividade com muito gás (eu, Helena, Claudinei e Gisele), estávamos sintonizados e as idéias fluíam naturalmente. Mas, de repente "o bicho pegou". Chegou a quinta integrante de nosso grupo que, de forma bastante impositora (essa é a minha opinião, pois vivi a situação) questionou o que tínhamos produzido até então. Foi um "Deus nos acuda", argumentamos, questionamos, procuramos expressar o que o grupo, de forma bastante sintonizada e harmoniosa tinha feito até então. Argumentos vãos. Mexemos, invertemos, alteramos. Senti que minhas idéis ficaram embaralhadas. O grupo desandou. Acho que perdeu um pouco a motivação. Ví nosso Mapa desfazendo-se aos pedaços. Mas tudo bem "bola prá cima". Com a leitura dos textos, com as reflexões e discussões cheguei à conclusão que o Projeto de Aprendizagem deve partir da necessidade do aluno, dos seus interesses, das suas angústias e não da necessidade do professor. Acho que a escola se prende demais na pessoa do professor e deveria ser o contrário. É difícil a escola aceitar que as iniciativas partam dos alunos, pois isso, a meu ver gera uma uma mudança muito grande no gerenciamento da escola. Penso que essa mentalidade só vai mudar quando aprendermos a valorizar nossos alunos, a ouví-los mais, a dar mais atenção às suas reais necessidades. Precisamos deixar de lado o medo de inovar, de apostar no desconhecido. Precisamos aprender a valorizar nossos alunos e ter sempre em mente que com erros tambem há Aprendizagem.

Tuesday, July 11, 2006

O PONTAPÉ INICIAL FOI DADO.....QUE SUCESSO!!!!!!!!!!!

Paro........penso........analiso........reflito........
E uma pergunta não quer calar........
Por onde iniciar minha reflexão?
Pelo princípio........obviamente!!!!!!!!!!!!!
Iniciamos uma semana árdua em Curitiba visto que demos o pontapé inicial para nosso tão esperado curso de "Especialização em Tecnologia da Informação e da Comunicação na promoção da Aprendizagem".
O primeiro dia gerou uma expectativa muito grande, percebi que os participantes, assim como eu, estavam eufóricos e ávidos por aprender, dispostos a navegar por caminhos "desconhecidos" e talvez um pouco "assustadores".
Hummmm........acho que estou viajando demais........vamos ao que interessa!!!!!!!
Iniciamos com a apresentação dos professores e o relato sobre o Projeto do curso. Em seguida a turma foi dividida em três grupos os quais se dirigiram aos laboratórios para efetivarem suas inscrições no curso no ambiente eproinfo(isso tudo no período da manhã).
Na parte da tarde começamos nosso trabalho com Mapas Conceituais. A "teacher Suely Scherer" nos lançou um desafio, definir Projeto em dez palavras. Feito isso os grupos partilharam suas produções. Em seguida escolhemos as 10 palavras que mais se repetiram e partimos para a produção do Mapa Conceitual. Essa atividade foi muito interessante pois senti meu grupo bastante envolvido nesta tarefa. Houve muita reflexão, troca de idéias e até alguns embates mais fervorosos........mas enfim chegamos a um consenso. Terminada a produção partimos para a apresentação com todos os participantes dos grupos "defendendo" seus mapas. No decorrer das apresentações a "teacher Suely Scherer" nos bombardeava com perguntas e mais perguntas. Muito legal. Amei o trabalho. Senti que esse curso promete.

Um Pouco Sobre Mim!!!!!!!

Hello!
Meu nome é Jozicler, mas gosto que me chamem de Jozi.
Sou licenciada em Letras (Português/Inglês) pela Unicentro e pós-graduada em "Língua Portuguesa e Literatura", "Supervisão, Orientação e Gestão Escolar" e "Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Inglesa".
Trabalhei com Educação Infantil de 1987 a 1990, quando me formei e fui para o Estado do Mato Grosso onde dirigi uma escola por três anos. Retornei a Pitanga em 1997 e trabalhei com professora CLT. Em 2003 fui aprovada no concurso de Língua Inglesa e em 2004 passei a fazer parte da Equipe de Ensino do Núcleo Regional de Educação de Pitanga. Em fevereiro de 2005 passei a fazer parte da CRTE. Não sou "expert" em computadores pois não fiz curso de computação e o que hoje sei aprendi "brigando" e "fazendo as pazes" com a máquina.
Em relação ao curso "Especialização em Tecnologia da Informação e da Comunicação na Promoção da Aprendizagem" minha expectativa é muito grande pois gosto de pesquisar e aprender coisas novas para poder então, partilhar com meus colegas.